ACESSE A REDE XAMÂNICA: Portal Xamanismo | Xamanismo Ancestral | Xamanismo Quântico | Xamanismo Holográfico | Ordem de Shiva | Aldeia de Shiva - Net | R'XA | Akaiê Sramana
 
 
HOME | ALDEIA | AGENDA | MEDICINAS | TRATAMENTOS | CURSOS | RITUAIS | EVENTOS | GALERIA | DEPOIMENTOS | LOJA | LOCALIZAÇÃO | CONTATO
 
Medicinas
Peyote Sagrado
 
  Ayahuaska
  Jurema
  Peyote
  San Pedro
  Iboga
  Tabaco
  Sálvia Divinorum

Plantação de Peyote Plantação de Peyote

Cacto Peyote Cacto Peyote

Cacto Peyote Cacto Peyote

Adquira o livro do Mestre Xamã Akaiê Sramana:

Livro Xamanismo Ancestral - O legado da Índia antiga
  Xamanismo Ancestral
O legado da Índia antiga

Clique aqui!



Adquira o Álbum Musical da ALDEIA DE SHIVA:

Álbum Musical: Jaya Ahow - Cânticos Sagrados da Aldeia de Shiva
  JAYA AHOW
Cânticos Sagrados da Aldeia de Shiva

Clique aqui!

Nome: Peyote
Nome científico: Lopophora williamsii
Classificação Xamânica: Planta Mestra Professora
Origem: Sul do Texas nos Estados Unidos e ao Norte do México
Substâncias ativas: Mescalina (Trimethoxy-B-Phenethylamine) e outros alcalóides
Nomes mais conhecidos: Mescalito, Peyote e Cacto Sagrado


O Peyote é uma planta nativa do Norte da América Central. É um cacto, que era utilizado pelos índios do México em rituais religiosos e por eles chamado de "Hikuri". O caroço da planta é chamado de botão.

Supõe-se que o Peyote já era conhecido e utilizado pelos índios da América Central há pelo menos 2000 anos. Acredita-se que o uso do Peyote iniciou- se na tribo Tarahumara, que vivia aonde havia o Peyote. Daí o uso do Peyote se espalhou, sendo usado nas tribos Cora e Huichol.

Quando os colonizadores espanhóis chegaram na América Central, o hábito de usar o Peyote nos rituais religiosos já era muito comum e foi por eles denominado “artifício satânico”, já que acreditavam que evocava espíritos malignos. Além de provocar grande controvérsia, o hábito foi fortemente condenado pelo governo local e por diversos grupos religiosos.

Os primeiros registros europeus sobre o Peyote foram de Frei Bernardino Sahagún, que era crônico. Esses registros foram publicados somente no século XIX e neles Frei Bernardino descrevia o uso do Peyote por uma tribo chamada Chichimeca.

Os índios sofreram repressões e perseguições, já que a Igreja Católica se opunha ao uso religioso do Peyote e por isso algumas tribos foram para as montanhas se esconder dos espanhóis, onde o uso do cacto se difundiu ainda mais.

No final do século XIX, devido à tentativa européia de deter o uso do Peyote, muitos dos povos que cultivavam esse hábito começaram a desfigurar-se, desintegrar-se. Tendo isso em vista, um grupo de líderes de vários povos indígenas se reuniram e começaram a difundir novamente o peiotismo, que agora se adaptava às novas necessidades dos índios. Esse novo peiotismo se difundiu principalmente entre as tribos Kiowa e Comanche.

O novo peiotismo, que havia voltado com mais força do que nunca, sofreu mais uma vez repressão do governo, que se opôs sem apresentar argumentos científicos e tampouco lógicos para defender sua posição. Para não perderem totalmente sua herança cultural, os índios viram-se obrigados a organizar o peiotismo dentro de uma religião reconhecida legalmente e formaram, em 1885, a Igreja Aborígene Americana.

Utilizado em rituais, o botão era mascado ou misturado com bebidas e seus efeitos duravam de dois a três dias. Os rituais, mesmo que diferissem entre as tribos, de uma maneira geral consistiam primeiro na colheita do Peyote e depois na cerimônia.

A colheita do Peyote envolvia toda uma preparação e podia ser considerada a primeira parte do ritual: os índios que iam em busca do cacto deveriam participar de uma reunião na qual havia a purificação e a confissão, onde eles relatavam seus encontros sexuais e nesse momento, nenhuma demonstração de ciúmes, vergonha ou até mesmo ressentimentos deveria ser feita. Os índios viajavam grandes distâncias a pé e durante o percurso o ritual continuava, com as histórias dos ancestrais contadas pelo xamã e com o pedido de proteção para o resto da jornada.

Quando o Peyote era encontrado, era então colhido e levado para a tribo, que realizava a segunda parte do ritual, a cerimônia em si, que durava a noite inteira, envolvia a ingestão em grupo do Peyote, músicas, cantigas e dança. As cantigas eram preces, que pediam proteção, poder e compreensão aos deuses. A participação das mulheres nas cerimônias é permitida, porém, elas normalmente não participam nas cantigas. As crianças acima de dez anos também podem assistir ao ritual, mas não podem participar ativamente até que se tornem adultos.

O Peyote era considerado um protetor espiritual, pois fazia com que os índios não sentissem medo, fome ou sede. Era utilizado como amuleto sagrado, panacéia (remédio para todos os males) e para provocar visões, que permitiam fazer profecias. Também era utilizado pelos índios para a comunicação com Deus: eles acreditavam que o Peyote era um intermediário que fazia o papel de um padre, que por isso não era necessário.

Para os índios, o ritual era feito por diversos motivos: para trazer prosperidade e saúde para a tribo, para pedir uma boa colheita, para festejar nascimentos ou aniversários. Também eram feitas cerimônias funerais, como na tribo Kickapoo.

O Peyote também era usado pelos índios na medicina, como registrou o Dr. Francisco Hernández, que foi mandado para América Central a serviço do rei Felipe II da Espanha: “É aplicado nas juntas, e é dito que alivia as dores.” Mas, mesmo na medicina, o Peyote tinha certo misticismo: acreditava-se que ele colocava o médico em contato com os maus espíritos que provocavam as doenças e assim aconteciam as curas.

Atualmente, os rituais em que o Peyote é utilizado ainda são bem semelhantes aos descritos no século XVII e embora tenham características do cristianismo, conservam seus propósitos e crenças.

Hoje em dia, algumas tribos percorrem parte do caminho para a colheita do Peyote de carro e outras, como a tribo Tarahumara, por exemplo, compram o Peyote de povos que conservam o ritual de colheita ou simplesmente o encomendam pelo correio. Porém, ainda existem alguns povos que conservam todo o ritual da colheita do cacto.

A importância do peiotismo é tal que os índios que não participam das cerimônias religiosas são considerados excluídos da sociedade.

USO MEDICINAL

Além do uso ritual, o Peyote é utilizado contra cegueira, problemas de visão, febres, dores de cabeça, problemas nos rins, entre outras enfermidades.

USO RITUAL

Nos rituais xamânicos cada pessoa consome de 6 a 8 cactos, de 3 anos de idade cada. Quanto mais velho for o cacto mais Mescalina ele possui. Nos rituais a maneira mais fácil de consumir o cacto é comendo-o. Mastigando as raízes e seu sumo, por algum tempo, até que a saliva se combine com o sabor amargo do cacto, ativando a Mescalina. Outra maneira de consumo, é servir o cacto cortado em rodelas, durando cerca de 30 minutos a mastigação.

EFEITO

O princípio ativo mais importante do Peyote é a Mescalina. Pode demorar até 1 hora para a Mescalina começar a fazer efeito, porém, logo depois começa a trazer sua beleza, cura e encanto para sua vida. Trazendo uma sensação suave, colorida, amável e agradável. Neste efeito muitos começam a se desdobrar para outro tempo e espaço, e passam a se comunicar com seu próprio Espírito, Devas, Divindades e Mestres. Para os iniciantes sempre algumas náuseas e enjôos se dão nos primeiros rituais. E o efeito pode durar de 6 a 12 horas.




Retornar  retornar topo  Topo da página
 
 
© Copyright 2014. Akaiê Sramana. Todos os direitos reservados. Desenvolvido pela Aldeia de Shiva - Net.